Sinopse

Vivaaaaaa é um documentário sobre uma sobrevivente. Rute Bianca é uma mulher trans que está prestes a completar 60 anos, ao contrário de tantas amigas. Seus tempos de glória ficaram no passado, e ela está de volta à vila em que nasceu para cuidar da mãe doente. Entre o quotidiano e a memória, o filme mergulha neste momento em que uma mulher, que sempre viveu o presente, busca compreender a velhice.

Bio-filmografia do realizador

Thiago Carvalhaes é formado em Ciências Sociais pela Unicamp no Brasil, com especialização em Antropologia e fez o mestrado europeu Erasmus Joint Master Doc Nomads em realização de Documentário, na Lusófona (Portugal), SZFE (Hungria) e LUCA School of Arts (Bélgica). Durante o curso, realizou o curta-metragem A Gis (2016), sobre Gisberta Salce, mulher transexual brasileira que se mudou para Porto, Portugal, na década de 1980 - e onde, em 2006, foi brutalmente assassinada. O filme, falado em português de Portugal, foi muito bem recebido no Brasil: recebeu até hoje 15 prémios, incluindo Melhor Curta-Metragem no Festival de Gramado, três prémios de público (Festival de Gramado, Festival MixBrasil e Festival de Curtas-Metragens de São Paulo), além de dois prémios internacionais (Melhor Curta no FESTin/Portugal e Menção Especial no 14º Documenta Madrid/Espanha) e dois prémios aquisição: Canal Brasil e SescTV. O filme foi selecionado para mais de 20 festivais, entre os quais o 40º Festival de Clermont-Ferrand/França e o 57º FICCI/ Colômbia. Carvalhaes estreou a sua segunda curta-metragem, Socialist Monopoly, filmado em Budapeste/Hungria no festival Visions du Réel em 2019 na competitiva Opening Scenes.

Cast 

Rute Bianca

Equipa técnica

Realização:

Thiago Carvalhaes

Produtores:

Alice Fanny Riff Produções Audiovisuais e Culturais ME (Brasil)

Filmes do Gajo (Portugal)

Nota de intenções

Rute Bianca teve uma vida intensa - "tempos de glória", como ela define. Trabalhando como stripper, viajou pela Europa, amou centenas de homens e mulheres e foi a primeira mulher trans a dar entrevistas à TV portuguesa. Seus relatos, de uma riqueza literária envolvente, tocam os extremos da fama e da depressão profunda, apresentando uma mulher intensa em cada escolha. Hoje contudo, aos 59 anos, ela está de volta a Campanhã, na cidade do Porto, onde nasceu. A sua vida é agora uma rotina de repetições – cuidar da casa e da mãe, levá-la ao médico, cuidar do papagaio, da família, etc. Seu espaço de circulação restringe-se ao bairro, aos vizinhos e familiares. É minha intenção captar o dia a dia de Rute. Em paralelo, para dialogar com seu passado, serão criadas cenas ficcionais em que Rute atuará momentos de sua história, num processo dialético que apresentará a memória, sua relação com o presente e os questionamentos que emergirão neste processo.